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Direto de Paris: sobre o Drupal 7

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Mais um semestre se passou e mais uma DrupalCon se passou. O evento foi aberto, como de costume, pela palestra The State of Drupal, apresentada pelo fundador do Drupal Dries Buytaert. O grande assunto dessa vez foi o Drupal 7, em especial duas perguntas relacionadas entre si: quando sai o D7 e o que sairá no D7? Não à toa, a palestra logo em seguida do State of Drupal foi o Drupal 7 Status, da mantenedora do Drupal 7, Angie Byron (ou webchick).

Comecemos com a segunda pergunta: o que está no D7? Muita coisa. Todos sabemos que o Drupal está em um momento muito bom de sua história, com a comunidade e a base de usuários crescendo exponencialmente. Com isso, o projeto tem muito momento para lançar o que está sendo chamado a melhor versão de todas. Some-se isso ao sistema de testes automatizado do Drupal, que agiliza o ciclo de desenvolvimento, o resultado é que a lista de novas features do Drupal 7 é invejável. Vamos à uma lista resumida?

D7UX! Uma das coisas mais esperadas é a nova interface do usuário, desenvolvida por Leisa Reicht e Mark Boulton e destinada a deixar o Drupal mais fácil para novos usuários. Os três pontos mais marcantes são: a barra administrativa no topo, o novo tema administrativo, e os overlays. Esse último quer dizer que, ao clicarmos em um link administrativo ou de edição de conteúdo, ao invés de abrir em outra página, a tela fica cinza e o formulário abre sobre o resto do site. Essas e outras mudanças podem ser acompanhadas no site d7ux.org.

Fields API! O CCK entrou no core como Fields API, que dá um tratamento de primeira classe para os campos. Tudo em um node passa a ser campo, incluindo o próprio corpo do node e termos de taxonomia! Outra coisa interessante é que campos podem ser colocados também em usuários e em termos de taxonomia. Um melhor gerenciamento de arquivos, com APIs e um tratamento equivalente ao que os nodes têm. Além disso, imagefield e imagecache entram no core, dando finalmente um status de primeira classe às imagens no Drupal. O plugin manager vai permitir que os usuários atualizem os módulos e temas baixando-os diretamente do Drupal.org, pela interface web. Uma nova camada de abstração de banco de dados, mais genérica, que vai permitir um suporte de verdade ao PostgreSQL e um suporte a outras bases, como Oracle e SQLite. O tema Stark vai facilitar a vida de designers que querem criar um tema mexendo só com CSS, sem tocar em templates. O Stark é um tema puro, só com um HTML bem-escrito e fácil de estilizar. O core perde coisas menos usadas, como a possibilidade de um usuário escolher um tema para si ou o módulo Ping, que vão para a seção de módulos contribuídos. Para a felicidade geral da nação, os temas Chamaleon, Marvin e Pushbutton saem do core.

Mais? Integração com RDF/a. Nodes não-publicados estarão sujeitos a controle de acesso com módulos como content access. A permissão de administrar conteúdo foi quebrada em administrar conteúdo e acessar todos os conteúdos, permitindo um controle mais fino. Melhor integração com editores de texto. O conteúdo central da página também é um bloco agora, que pode ser posicionado em qualquer região do tema. Há melhor suporte para escalar o Drupal em sites enormes. E muito, muito mais do que cabe neste post.

E agora, quando? O code freeze (aquele momento em que se para de adicionar coisas novas e apenas passamos a testar e corrigir bugs) estava marcado para o dia 2, no começo da DrupalCon. Essa data foi adiada em uma semana para as pessoas poderem trabalhar em novas funcionalidades durante a DrupalCon. Desde a última segunda, são mais cinco semanas onde apenas 10 novas features ainda têm permissão de entrar:
(1) gerenciamento de imagens;
(2) possibilitar a tradução de campos CCK;
(3) conversão do módulo Perfil para a Field API;
(4) conversão do módulo Taxonomia para a Field API;
(5) Overlays, do D7UX;
(6) Edit anywhere;
(7) Atalhos;
(8) Dashboard administrativo ;
(9) Plugin manager, que baixa automaticamente módulos para instalar; e
(10) suporte a RDF/a.
Então, serão mais quatro semanas de polimento, onde podem entrar melhorias de usabilidade e acessibilidade somente. Ao fim desse período, marcado para 15 de novembro, o Drupal entra em code freeze, que dura o tempo necessário para corrigir bugs críticos. Ao final desse último período, o Drupal 7.0 será lançado.